Wednesday, May 13, 2009

Resmungos




Esse ano esta sendo demais estressante pra mim sobre vários aspectos, estou por várias vezes chateada, estressada e de tempos em tempo tenho dores de cabeça que sei são responsabilidades acumuladas. Sinto falta um pouco de quando tinha acabado de sair da faculdade, não trabalhava tanto ou agora me parece que não era tanto, não ganhava o que ganho hoje mas tinha mais tempo pra sonhar ou imaginar besteiras e coisas úteis, pra ir ao curso de pintura, depois de pegar ônibus e passar algumas minutos ou hora chacoalhando, mas podia por o fone de ouvido e ir olhando a passagem, pensando em uma ou outra bobagem, fazendo planos, e quando escutava um musica que gostava era ótimo estar com a cabeça encostada no vidro vendo as casa , a rua, as pessoas a cidade, tudo passando muito rápido, enquanto eu olhava sempre o céu que parecia, sempre tão agradável e tão livre do mundo. Ao final chegava ao curso que tinha uma desordem de cadeiras, pincéis, lápis, solvente e muita tinta nas telas e fora delas, manchas no chão tb nas paredes mas tudo era um desordem harmoniosa e da qual eu gostava muito, tb pelo prédio que era antigo, e eu adoro coisas que tem uma história consigo. Então eu podia ficar ali me dedicando a fazer desenhos melhores, ou empenhada em um quadro e quando tinha inspiração meu empenho triplicava e era mais que empenho, era prazer. Hoje acho que não podemos ter tudo, mas pelo menos podemos escolher o que queremos manter. Naquele tempo reclamava de coisas que não tinha, agora que já tenho algumas coisas que desejei, parece que não estou exatamente mais relaxada com isso. Certas vezes entramos nun ritmo de vida tão maluco e achamos que estamos vivendo uma vida séria, mas não sei. Só sei que já faz um bom tempo que não pinto e nem tenho vontade e já que não tenho vontade melhor não fazê-lo. Só sei que gostaria de respirar um bom ar puro, de por as pernas pro ar, de ir andar por andar, ir ao curso de pintura, ver que existe mais que só trabalho, eu não quero deixar a parte agradável da vida de lado, e isso pra mim tb significa andar na praia, por os pés na areia ou na água, rir, estar com boa companhia ou estar só, a pensar, a filosofar, sentar ou deitar e olhar o céu, ou como se diz :"fazer nada" (o que pra mim é algo discutível).Mas às vezes é tão difícil conciliar "o fazer nada" com "o fazer tudo" pois é muito dificil relaxar quando a cabeça teimar em manter um ou outro problema, um pouco difícil não se estressar. E o pior que para exatamente agora não tenho uma solução, estou chateada e é tudo.

Sunday, May 03, 2009

O Caçador de Pipas: mais um Best Seller



Acabo de ler esse livro tão falado , O Caçador de Pipas, que pertence a classe daqueles livros que ficam logo na entrada das livrarias . De verdade sempre passo longe dessa sessão de best sellers onde tb estão livros como o de Dan Brown, pois geralmente procuro boa literatura e não um simples roteiro hollywodiano ou livres que pretendem ser o que não são. Mas enfim o livro chegou até mim e como sempre quero ter um opnião própria, tive a curiosidade de lê-lo e até o iniciei com certa expectativa, no entanto, posso dizer que é bom entretenimento mas jamais será uma grande obra literária. Quando começei a ler achei achei interessante a trama psicológica, principalmente a covardia extrema de Amir contrastando como carater de Hassan. O livro consegue tocar o nosso lado emotivo e inicialmente, a despeito de algumas coisas, vc realmente acha que esta lendo uma grande trama. Mas já no inicio do livro a gente percebe algo estranho. Num país onde a religiosidade parece tão intensa Amir tem um pai discrente que fala mau da religião, que tem constumes americanos ..mas até então é algo que não dá pra se notar tanto , no entanto com o desenrolar da história e da ida de Amir aos EUA chega a ser ridiculo a tendenciosidade extrema a favor dos americanos e já no final a conclusão que Amir irá ficar com Sohab chega a ser óbvia, além daquela cena de luta que pra mim é super fantasiosa e não combina com o início do livro e o fato de toda hora o autor esta traduzindo as palavras afegãs do texto me parece o mesmo recurso utilizado na novela Caminho das Índias, o que não me parece uma boa comparação. Além de ser tb bem clichê o garoto que era a encarnação de hitler aparecer depois como um líder talibã (com isso o livro parece querer dizer: vejam que tipo de pessoas tem no talibã, veja como foi melhor os americanos terem invadido o Afeganistão) além de ao mencionar o ataque de 11 de setembro ele não falar do preconceito que a comunidade mulçumana teria sofrido por parte dos americanos e outras tantas passagens em que os personagens afegãos falam mau de seu país e agem como derrotados. Se eu fosse afegã me sentiria traída ao ler esse livro onde parece que o unico lugar feliz e seguro é os EUA. Mas não é só pelo objetivo abertamente político que o livro tem que ele não é o que pretende ser, é tb pelo desenrolar da história que descamba pra algo diferente, o final não é coerente com o livro parece outra história e chega a ser infinitamente sem graça, e nos tira aquela impressão inicial de que estávamos diante de uma grande trama psicológica, isso não quewr dizer falta de um final lindamente feliz mas porque acredito que não aproveitou os elementos iniciais. O livro emociona em algumas partes, mas as novelas tb .Então o que eu posso dizer é leiam, se divirtam, se emocionem, mas por favor leiam com CRITICIDADE e saibam diferenciar diversão de literatura.