
Hoje não quero pensamentos filosóficos.
Essa é a época do ano em que a filosofia dá lugar a Folia.
Hoje quero apenas falar de Carnaval.
É uma energia que invade que começa meses antes, termina dias depois, e permanece marcado em nós anos a fio.
Na minha cidade o Carnaval tem uma alegria desprentensiosa.
É puro de essencia. A vontade de rir e brincar é real.
Os motivos são muitos. A finalidade uma só, esquecer.
Esquecer problemas, chatices, estresses,
Por alguns momentos mergulhar na desvairio do Carnaval
É a construção e desconcostrução imediata de um universo paralelo
Uma outra dimensão, onde podemos ser o que quiser com ou sem mascaras.
Para brincar, rir , suar, esquecer e dentro do esquecimento gerar belas lembraças fugazes
Mandar todo o resta as favas e criar a felicidade instatânea.
E no meio de tudo isso as pessoas tomam as ruas.
Simplesmente porque é carnaval, não há outro motivo, não há outra razão
O Carnaval é a explicação e nossa única obrigação.
Onde tudo vale nada e nada vale tudo.
São cores, cantos, coros, calores, cachaças, cantadas, confetes e caretas
É gente, é multidão
É uma embriaguez coletiva.
É perder o eufemismo.
É uma mistura.
É uma loucura.
É parar pra não pensar.
É se deixar levar.
É a temporária libertação.
É a frenética ilusão.